segunda-feira, 27 de junho de 2016
Contato - Professora Miranda
Acredito que a educação verdadeira é a que faz sentido em nossas vidas e em nosso cotidiano.
O homem e o mundo são interacionista, ou seja, entender que somos parte de um todo é imprescindível para que nos desenvolvamos e nos tornemos sujeitos de nossas práticas.
Ao nos integrarmos em nosso contexto de vida, refletimos sobre ela e encontramos respostas aos desafiamos que encontramos. Isso é criar cultura, nada mais que a aquisição sistemática da experiência humana. Essa aquisição deve ser crítica e criadora e não simplesmente um armazenamento de informações justapostas que não são incorporadas totalmente a nós, indivíduos. Nossa participação na sociedade, na história, na cultura, se dará na medida de nossa conscientização, a qual implica tirar todos os mitos que envolvem nossa educação.
Para construirmos um conhecimento verdadeiro, é necessário integrar, refletir e se comprometer com nosso próprio contexto. Somos desafiados constantemente pela realidade e cada um desses desafios devemos responder de maneira original. Não há “receitas de bolo” ou “modelos de atuação”, mas sim tantas respostas quantos forem os desafios e possivelmente encontrando respostas diferentes para um mesmo desafio. Dependerá do contexto em se vive.
Respeitando a individualidade e se fazendo olhar para si mesmo, o conhecimento cria forma, não mais abstrata e inútil, mas sim vivenciada e carregada para sempre.
Para que uma ação educativa seja válida, essa deve preceder de um reflexão sobre o homem como análise do meio de vida desse Homem-Concreto a quem se quer ajudar para que se eduque.
O professor que entende que cada aluno é individual e merece ser visto e aceito como realmente é, com suas dificuldade e limitações, além de ter sucesso ao compartilhar seus conhecimentos, irá crescer e aprender muito com cada aluno seu. Irá formar uma sociedade mais consciente.
Com base nessa filosofia, busco traçar junto aos meus alunos o caminho que eles querem seguir, buscando o crescimento mútuo nesse processo de conscientização através dos estudos.
ESTUDO ESTEQUIOMÉTRICO DA EXTRAÇÃO DE FERRO NAS ÁGUAS DE POÇO ATRAVÉS DO GÁS CLORO
ESTUDO ESTEQUIOMÉTRICO DA EXTRAÇÃO DE FERRO NAS ÁGUAS DE POÇO ATRAVÉS DO GÁS CLORO
Matheus Macedo; Priscila Araújo; Saphire de Souza
Orientador: Rebeca Piumbiato Chaparro
E-mail: prismaraujo@hotmail.com
FACULDADES OSWALDO CRUZ
Bacharelado e Licenciatura em Química
RESUMO: Este artigo tem como objetivo demonstrar métodos de identificação e o cálculo estequiométrico da remoção do ferro ferroso nas águas de poços. Mostra como o cloridrato de hidroxilamina e a orto-fenantrolina trabalham em conjunto para a identificação e como o gás cloro é bastante utilizado para oxidação do ferro e assim possibilitando sua filtragem. Também aborda complicações causadas pela alta quantidade de ferro na água usada principalmente para abastecimento.
PALAVRAS-CHAVE: ferro; água de poço; estequiometria; gás cloro
1 INTRODUÇÃO
Para atender a demanda de abastecimento de água que cresce diariamente, recorre-se a diversos meios. Da água que se tem disponível no planeta, a abundância é encontrada nas águas de poço (águas subterrâneas). Mesmo sendo onde se encontra menos elementos tóxicos e ser um recurso de baixo custo, há ainda a questão de que o ferro é encontrado em altas concentrações. Segundo a Norma Técnica da SABESP 010 de 2001 “o método colorimétrico da fenantrolina é adequado para análises de águas naturais ou tratadas e efluentes domésticos.”.
Com base nessas premissas, o objetivo deste trabalho é realizar um estudo estequiométrico da remoção do ferro através do uso do gás cloro, por ser um processo simples e de baixo custo utilizado para a o tratamento das águas.
2 FONTES DE FERROS NAS ÁGUAS
A principal forma de ferro encontrada é como óxido férrico insolúvel. O ferro na água é gerado a partir da reação de ferro com gás carbônico dando carbonato de ferro II, que é solúvel em água e facilmente encontrado em águas de poço com alta concentração de ferro.
A erosão do solo e chuvas aumenta o nível de ferro em água assim como efluentes industriais. Indústrias metalúrgicas costumam usar o método da decapagem para remoção da camada oxidada (ferrugem); esta que é procedida por banho ácido. O tratamento de água para abastecimento público, em vezes, é com coagulantes à base de ferro, o que gera aumento na sua concentração na água.
3 PRESENÇA DE ÍONS DE FERRO NA ÁGUA
O ferro é encontrado na água na forma de íons ferroso (Fe2+) e íons férrico (Fe3+). A forma ferroso é a mais frequente por ser solúvel, logo, tem maior concentração em água. A filtragem para trabalhar apenas com os íons ferroso é feita para determinar a concentração de ferro na água.
4 IMPORTÂNCIA NOS ESTUDOS DE CONTROLE DE QUALIDADE DAS ÁGUAS
Ainda que o ferro não seja tóxico, a alta concentração nas águas pode gerar danos à saúde humana, pois pode desenvolver ferro-bactérias contaminando biologicamente as águas que chegam para consumo humano, deixando-as com sabor e cor (amarelada). Além disso, pode formar depósitos nas canalizações e causar manchas em roupas e objetos.
A portaria 36 do Ministério da Saúde estabeleceu como padrão a concentração limite de ferro para 0,3 mg/L para a água ser considerada potável. De acordo com a NTS 010 da SABESP de 2001 “a determinação do ferro é importante no controle do tratamento da água e da conservação da rede de distribuição. É importante na exploração de novos suprimentos de água, podendo levar à rejeição de uma fonte. Se houver a presença de ferro deve-se decidir a necessidade de tratamento e o tipo a ser adotado”.
5 IDENTIFICAÇÃO DO FERRO NA ÁGUA
A identificação do ferro nas águas se inicia com a redução do Fe3+ em Fe2+, com uma solução de Cloridrato de Hidroxilamina, um agente redutor, que auxilia na estabilidade do ferro dissolvido, mantendo-o sob a forma de ferro (II), conforme apresentado na Equação 1, por mais tempo, para reagir com a solução de Orto-Fenantrolina. Esta, ao reagir com Fe2+ oxida-o a Fe3+, formando um complexo de coloração vermelho alaranjado, característico, indicando a presença do metal, conforme Equação 2.
4Fe3+ + 2NH2OH.HCl à 4Fe2+ + N2O + H2O + 4H++H2O (Equação 1)
O método colorimétrico em questão é aplicado para todas as formas de ferro, segundo método de ensaio da ABNT, para determinação de ferro em concentrações de 0,02 mg/L a 4,0 mg/L, sendo necessárias diluições das amostras, quando concentradas em valores acima de 4,0 mg/L, para leitura em espectro, em curva de transmitância ou absorbância em comprimento de onda de 510 nm construída a partir de padrões de construção de 0,5 mg/L a 4 mg/L de Fe, conforme mostra a Tabela 1.
Tabela 1: Construção da curva
Padrão com comprimento de onda 510 nm, cubeta de 10 mm ou 20 mm
Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT
6 REMOÇÃO DE FERRO ATRAVÉS DO GÁS CLORO
O ferro pode se removido das águas por diversas formas, podendo escolher processos como aeração e filtração, aeração, sedimentação e filtração, coagulação química, sedimentação e filtração, entre outros. A escolha do método mais eficaz varia de acordo com as concentrações do metal, adquirida após sua identificação, em análises para o tratamento das águas.
O processo de sedimentação e filtração, por exemplo, é indicado preferencialmente quando as concentrações de ferro excedem a 10 mg/L, pois a carga excessiva de depósitos podem se acumular nos filtros, atrasando o processo, necessitando de mais lavagens para remoção. A troca iônica é utilizada para a remoção dos sais de ferro, através de zeólitos de sódio (minério com estrutura porosa, com capacidade de retenção seletiva).
O processo de tratamento mais comum e utilizado no Brasil é o de oxidação do ferro com o cloro, seguido da remoção do precipitado formado, através de filtração por areia ou carvão. Além de simples, a utilização do cloro auxilia na inibição de algas. A Tabela 2 mostra os processos mais adequados para a remoção do ferro.
Tabela 2: Processo adequado para remoção do ferro nas águas
Todas as quantidades requeridas para a oxidação do ferro solúvel (Fe2+) com cloro podem ser obtidas a partir de um cálculo estequiométrico, conforme apresentado na Equação 3. Segundo Cleasby (1983, apud MORUZZI, 2012, p. 34), para a oxidação de 1 mg/L de Fe2+ são necessários aproximadamente 0,64 mg/L de Cl2. Para representar estequiometricamente (Equação 3) foi adotado 0,001 g de Fe2+ para saber quanto se obtém de Cl2.
2Fe2+ + Cl2 + 6H2O à 2Fe(OH)3 + 2Cl- + 6H+ (Equação 3)
7 CONCLUSÃO
Água e o ferro são cruciais para a vida humana, porém em alta concentração o ferro pode gerar complicações ao organismo. O cloridrato de hidroxilamina ao reduzir o Fe3+ em Fe2+ o estabiliza para que possa reagir com a orto-fenantrolina e assim ser identificado o teor de ferro contido na água. Identificado a quantidade de ferro, o estudo estequiométrico mostra qual a quantidade de gás cloro necessária para o tratamento e remoção, ou seja, a cada 1 mg de ferro é necessário a utilização de 0,64 mg de gás cloro para a remoção.
8 REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13934: 1997. Água - Determinação de ferro - Método colorimétrico da ortofenantrolina. Rio de Janeiro. 3 Páginas
MORUZZI, R. B. Oxidação e remoção de Ferro e Manganês em Águas para fins de Abastecimentos Público ou Industrial–Uma Abordagem Geral. Revista de Engenharia e Tecnologia. V. 4, No. 1, Abril/2012 - Página 29 à 43
Norma Técnica SABESP NTS 010. Determinação de Ferro Total: Método da 1,10 Fenantrolina. São Paulo. Maio de 2001. Páginas 1, 3. Disponível em: http://www2.sabesp.com.br/normas/nts/nts010.pdf. Acesso em 13/09/01
PIVELI, R. P. Aula 8 Ferro, Manganês e Metais Pesados em Águas. Disponível em: www.phd.poli.usp.br/LeArq.aspx?id_arq=736. Acesso em: 10/09/2015
Assinar:
Postagens (Atom)




