sexta-feira, 26 de setembro de 2008

LENINE SESC Pinheiros

LENINE
SESC Pinheiros Dia(s) 31/10, 01/11, 02/11
Sexta e sábado, às 21h.; Domingo, às 18h.

Show de lançamento do novo CD "Labiata". O repertório inclui canções com antigos parceiros como Arnaldo Antunes, Braulio Tavares, Lula Queiroga, Paulo Cesar Pinheiro, Carlos Rennó e a inédita com Chico Science "Samba e leveza". Teatro Paulo Autran. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 25/09.

Não recomendado para menores de 10 anos
R$ 30,00 [inteira]
R$ 15,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino]
R$ 7,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

ALEGORIA DA CAVERNA - Platão

Imagine alguns homens vivendo em uma moradia em forma de caverna, com uma grande abertura do lado da luz. Encontram-se ali desde a sua meninice, presos por correntes que os imobilizam totalmente e de tal modo que não podem nem mudar de lugar, nem volver a cabeça e não vêem mais que aquilo que lhes está na frente. A luz lhes vem de um fogo aceso a uma certa distância, por trás deles, em uma eminência do terreno. Entre esse fogo e os prisioneiros há uma passagem elevada, ao longo da qual imagine-se um peque­no muro, semelhante aos balcões que os ilusionistas levantam entre si e os assistentes e por cima dos quais mostram seus prodígios. Pensa agora que ao lado desse muro alguns homens levam objetos de todos os tipos. Tais objetos são levados acima da altura do muro e os homens que os transportam alguns falam, outros seguem calados. Os prisioneiros, nessa situação, jamais viram outra coisa senão as sombras, jamais ouviram outra voz senão os ecos que reboam no fundo da caverna. Falarão das sombras como se fossem objetos reais, terão os ecos como vozes verdadeiras. Esses estranhos prisioneiros são semelhantes a nós, homens. Pensa agora no que lhes acontecerá se forem libertados das cadeias que os prendem e curados da ignorância em que jazem. Se um dentre eles se levantar e volver o pescoço e caminhar, erguendo os olhos para o lado da luz, certamente tais movimentos o farão sofrer e a luz ofuscar-lhe-á a visão e impedirá que ele veja os objetos cuja sombra enxergava há pouco. Ficará deveras embaraçado e dirá que as sombras que via antes são mais verdadeiras que os objetos que são agora mostrados. E se tal prisioneiro, arrancado à força do lugar onde se encontra for conduzido para fora, para plena luz do sol, por acaso não ficaria ele irritado e os seus olhos feridos? Deslumbrado pela luz, porventura não precisaria acostumar-se para ver o espetáculo da região superior? O que a princípio mais facilmente verá serão as sombras, depois as imagens dos homens e dos demais objetos refletidos nas águas, e finalmente será capaz de veres próprios objetos. Então olhará para o céu. Suportará mais facilmente, à noite, a visão da lua e das estrelas. Só mais tarde será capaz de contemplara luz do sol. Quando isso acontecer reconhecerá que o sol governa todas as coisas visíveis e também aquelas sombras no fundo da caverna.

O próprio Platão, interpretando a Alegoria da Caverna, explica que:
A caverna subterrânea é o mundo visível. O fogo que a ilumina é a luz do sol. O prisioneiro que sobe à região superior e contempla suas maravilhas é a alma que ascende ao mundo inteligível. E o que eu penso, mas só Deus sabe se é verdade. Em todo caso, eu creio que nos mais altos limites do mundo inteligível está a idéia do bem que dificilmente percebe­mos, mas que ao contemplá-la, concluí­mos que ela é a causa de tudo o que é belo e bom. (A República, VII, 518b-d).

Mônica Salmaso e Toninho Ferragutti

Mônica Salmaso e Toninho Ferragutti
Juntos, cantores trazem Tom Jobim, Chico Buarque e outros artistas

Depois de Paulinho da Viola, o recém-lançado Teatro Fecap recebe a cantora Mônica Salmaso e o acordeonista Toninho Ferragutti. Juntos, eles prometem interpretar melodias compostas por Tom Jobim, Chico Buarque, José Miguel Wisnik, Adoniran Barbosa, Assis Valente, Joyce, entre outros.Unidos desde 1998, ambos fizeram parte da Orquestra Popular de Câmara e Toninho participou de três dos quatro CDs gravados por Mônica. Foi a partir de um encontro num palco em Curitiba que nasceu este trabalho, que conta com um repertório raro.A cantora ganhou maior visibilidade graças a sua participação no filme Vinícius. Já Ferragutti ganhou fama após ser indicado ao Grammy pelo CD Sanfonemas.

Informações

Local:
Teatro Fecap (INFORMAÇÕES)
Preço(s): R$ 40,00.
Data(s): Até 22 de outubro.
Horário(s): quinta a sábado, 21h; domingo, 19h.

Arnaldo Antunes e Chocolate Riveros no Conexão Latina do Memorial AL

O compositor, poeta e cantor Arnaldo Antunes e o grupo Chocolate Riveros e Los Cajones movimentam a próxima edição do projeto Conexão Latina. O Show acontece na sexta-feira, 26, às 21h no Memorial da América Latina, com ingressos a R$ 10,00.

Poeta, compositor e artista multimídia Arnaldo Antunes é ex-integrante do grupo de rock Titãs, e tem sua obra voltada para influências poéticas modernistas.Desligou-se da banda em 1992, após dez anos de parceria, por causa de suas direções artísticas. No entanto, apesar de sua saída, Antunes continuou compondo com os outros integrantes do grupo e várias parcerias foram incluídas em discos dos Titãs, assim como em suas obras solos.
Em 2002, formou em parceria com os amigos Marisa Monte e Carlinhos Brown o trio Tribalistas, pelo qual lançaram um álbum. Também atuou como ensaísta no jornal Folha de São Paulo, onde deixou evidente a sua concepção teórica que transparece no seu trabalho estético.Em 2008, ele lançou o primeiro DVD de sua carreira, o "Ao Vivo no Estúdio", que têm participações especiais de Nando Reis, Branco Mello, Edgar Scandurra e dos Tribalistas.
No Conexão Latina Arnaldo será acompanhado por Chico Salem, violões, Betão Aguiar, guitarra e violão de nylon, e Marcelo Jeneci, teclados e sanfona. No repertório músicas de seu DVD Ao Vivo no Estúdio como Silêncio, Saiba, Pedido de Casamento, Judiaria, Socorro, Se Tudo Pode Acontecer, Fim do Dia, entre outras (dos álbuns Ninguém, O Silêncio, Um Som, Paradeiro e Saiba), incluindo releituras de Não Vou Me Adaptar e O Pulso, canções da época dos Titãs.

Do Peru a Salvador
Eber Riveros (Chocolate) nasceu no Peru em 1976. Músico de larga formação e experiência, desde 1996 vem desenvolvendo uma pesquisa musical sobre as heranças africanas na América do Sul.
Daí nasceu o projeto Los Cajones, onde integra várias expressões artísticas em um só espetáculo. A música está atrelada à poesia, à dança e ao sapateado, apresentando ritmos afro-peruanos como o Festejo, o Lando e Alcatraz entre outras referências de histórias e vivências dos povos sul-americanos.
A base dos instrumentos de percussão é a madeira. O mais conhecido e importante deles é o cajon, de origem peruana. Ou outros instrumentos utilizados nas apresentações são: cajita, kingcajon, bigcajon, cajongo, cajongon, rumcajon, quijada, bemba e efeitos, sendo alguns deles criação própria na procura de novos timbres e registros.
Los Cajones começou em Salvador/BA, em 2001 com Chocolate e Carlinhos Brown, com o nome de "Macajon". Este início levou a várias apresentações além de produzir a trilha sonora para a Companhia de Dança Contemporânea Ballet do Teatro Castro Alves, em 2002. Atrilha foi produzida por Carlinhos Brown e Alê Siqueira e composta especialmente para o espetáculo da companhia intitulado Pracatum - Entrevolto Eletrovalsa Roots, que estreou em maio de 2002.
Elo musical: o projeto Conexão Latina promove mensalmente o encontro de artistas e grupos latino americanos que sobem ao palco do Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, dispostos a estabelecer um "diálogo musical", revelando o que há em comum entre suas composições, interpretações, arranjos e performances. Os shows ocorrem sempre na última sexta-feira de cada mês.
Além de proporcionar à capital paulista um contato mais próximo com a cultura musical do continente, a série Conexão Latina permite a troca de informações e experiências, fortalecendo a integração cultural entre os países latino-americanos.
S
erviço
Show Chocolate Riveros e Los Cajones e Arnaldo Antunes Data: 26 de setembro
Horário: 21h
Memorial da América Latina/ Auditório Simón Bolívar
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda (ao lado do metrô)
Tel. (11) 3823-4600
Ingressos: R$ 10,00 (Bilheteria dia 25, das 14 às 19h, e no dia 26, a partir das 14h)

Do Memorial da América Latina

A Lógica... ?

... É essa, assim como está.

Tudo igual. Tudo diferente.

Solidão? Sim.

Isolamento? Não. Não mais.

Assim vai continuar sendo. Uma solidão profunda, talvez até uma ausência insistente.

Algumas coisas iguais. Outras diferentes. Coisas boas, ruins.

E é assim. A lógica tem mesmo que ser essa. Assim, como está.

A sombra do futuro

A sobra do passado

Quando eu olhar pro lado

Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes eu pressinto e é como uma saudade

De um tempo que ainda não passou

Acalmo a minha pressa

A lógica do vento

O caos do pensamento

A paz na solidão

A pausa do retrato

A voz da intuição

A fórmula do acaso

O agora e o infinito

Só o que me interessa - Lenine

"Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito"

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Grave?

Si vous pouviez avoir idée de la façon dont vous beaucoup d'amour ... Malgré le fait que je ne sais pas combien ... Pour une raison quelconque, est ... Ou plutôt, sans raison.

(PMA)

Sonny Rollins


"Estou convencido de que toda arte tem o desejo de deixar o ordinário"
Uma vez ouvi: Sonny Rollins andando pela ponte, tocando sozinho seu saxofone. Assisti a um trecho do documentário que falava sobre. Não entendo de Jazz, mas gosto. Muito. Mais do que de costume, tenho ouvido bastante. E lembrando dessa frase, vejo que meu momento sozinha na ponte não é apenas um momento, é um estado natural, que admiti fazer parte da minha essencia. É doce pensar nisso.

Miles Davis


"Uma lenda é um homem muito velho com uma bengala, que é conhecido pelo que fez. Eu ainda estou fazendo."

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Deísmo

O deísmo é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas questiona a idéia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como uma via capaz de nos assegurar da existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de alguma religião denominacional.

Nictalopes

O animal qual o homem mais se aproxima, é a coruja.

Não pelo simbolismo da sabedoria ou misticismo do mau agouro.

Mas pela visão de mundo... que a claridade não permite o entendimento, e assim, o força a sentir as consequências [as consequências] na escuridão.

(PMA)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eça de Queiroz

"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão"

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Caio Fernando Abreu

‘Vem que eu quero te mostrar o papel cheio de rosas nas paredes do meu novo quarto, no último andar, de onde se pode ver pela pequena janela a torre de uma igreja. Quero te conduzir pela mão pelas escadas dos quatro andares com uma vela roxa iluminando o caminho para te mostrar as plumas roubadas no vaso de cerâmica, até abrir a janela para que entre o vento frio e sempre um pouco sujo desta cidade. Vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarrados. Quero controlar nervoso o relógio, mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a qualquer coisa não muito importante, mas que você me sentisse um pouco distante e tivesse pressa em me chamar outra vez para perto, para baixo ou para cima, não sei, e então você ensaiasse um gesto feito um toque para chegar mais perto, apenas para chegar mais perto, um pouco mais perto de mim. Então quero que você venha para deitar comigo no meu quarto novo, para ver minha paisagem além da janela, que agora é outra, quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado, aqui, sob este teto curvo e quebrado, entre estas paredes cobertas de guirlandas de rosas desbotadas. Vem para que eu possa acender incenso do Nepal, velas da Suécia na beirada da janela, fechar charos de haxixe marroquino, abrir armários, mostrar fotografias, contar dos meus muitos ou poucos passados, futuros possíveis ou presentes impossíveis, dos meus muitos ou nenhuns eus. Vem para que eu possa recuperar sorrisos, pintar teu escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque tenho medo e estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois.’”.
(Caio Fernando Abreu – Lixo e purpurina, in: Ovelhas Negras)

Ela está sempre tão dentro dela mesma que qualquer coisa que faça não é nem certa nem errada, é simplesmente o que ela podia fazer.”
(Caio Fernando Abreu – Noções de Irene, in: O ovo apunhalado

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

All I Need - Radiohead

I'm the next act waiting in the wings
I'm an animal trapped in your hot car
I am all the days that you choose to ignore

You're all I need
You're all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds

I am a moth who just wants to share your light
I'm just an insect trying to get out of the night
I only stick with you because there are no others

You're all I need
You're all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds

It's all wrong
It's all wrong
It's all wrong

***

Eu sou o ato seguinte
Esperando nas asas
Eu sou um animal
Preso em seu carro quente
Eu sou todos os dias
Que você escolhe ignorar

Hoje...

***
Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
(
Friedrich Nietzsche)
***
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, nada sei..
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder seguir
É preciso a chuva para florir
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
Conhecer a marcha ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada eu vou tocando os dias
Pela longa estrada eu vou, estrada eu sou
Cada um de nós compõe a sua própria história e
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
Conhecer a marcha ir tocando em frente
Cada um de nós compõe a sua própria história e
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
(Almir Sater)
***
Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão.
(Fiodor Dostoievski)
***

Ontem

***
Mar sob o céu, cidade na luz
Mundo meu, canção que eu compus
mudou tudo, agora é você
A minha voz que era
na amplidão do universo, da multidão
Hoje canto só por você
minha mulher, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
faz do seu nome hoje o céu da cidade
Lua no mar, estrelas no chão
a seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você
levanta o sol do meu coração
Já não vivo nem morro em vãos
ou mais eu porque sou você.
***
Quero ficar com você
Não deixe que o nosso amor
Seja um corisco no caos
Mas passos da liberdade
Pisando seus degraus
Feito de momentos bons
E de momentos maus
De descobertas de ventos
Velas naus
***
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias
Mas a terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua
Como ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas pra tua voz
Parece exato
***

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?

E agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você consasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!

José, para onde?


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vale a Pena...


AGONIA DE UM FILÓSOFO

Consulto o Phtah-Hotep.
Leio o obsoleto Rig-Veda.
E, ante obras tais, me não consolo...
O Inconsciente me assombra e eu nele rolo
Com a eólica fúria do harmatã inquieto!
Assisto agora à morte de um inseto!...
Ah! todos os fenômenos do solo
Parecem realizar de pólo a pólo
O ideal de Anaximandro de Mileto!
No hierático areópago heterogêneo
Das idéias, percorro como um gênio
Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!...
Rasgo dos mundos o velário espesso;
E em tudo, igual a Goethe, reconheço
O império da substância universal!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Posso ter defeitos

Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que
minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.

É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas,

um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa.

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...


Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vale a Pena...


Que seja...

Que sejas tu, a continuidade da minha canção.
Que sejas tu, a essência de meus versos, a rima mais perfeita, o verbo que conjugo.
Que sejas tu, o término de minhas busca.
O escolhido.
O marcado.
Que sejas meu objetivo alcançado.
Que acima de tudo, sejas o amor jurado.
Que diante do que desejo, sejas
Seja eu, teu raio de sol.
Seja eu, a tua euforia, tua maior alegria,
O encanto de teus dias.
Que além de teus sonhos,
Seja eu, a tua realidade.
A essência, o corpo que te invade.
O abraço que te enlaça,
O beijo que nos sela.
O amor que nos espera.

Quisera...

"Quisera ser tudo em tua vida!dar-te amor, calor e guarida,alimentar teus sonhos e anseios,aliviar-te os temores, teus receios...trazer-te a paz, a esperança sonhada,tornar suave e tranquila tua jornada...
Quisera ser tudo em tua vida!...a lembrança sempre querida,o lenitivo de amargos momentos,acalmar teu pranto, teus lamentos...todos os dissabores dividir contigo...ser, a cada minuto, teu ombro amigo...
Quisera jamais de deixar a dor,a desventura, a mágoa, a incerteza...menos ainda causar-te tristeza,a cicatrizada ferida de um desamor...
Quisera ser tanto em tua vida!e caminhar sempre ao teu lado,sem partida... sem despedida...e nunca lamentar haver errado!... "

Tenho...

"Tenho saudade do teu nome, da cor da tua pele, do sorriso que engole meu beijo, do incolor das horas que vão depressa.
Tenho fome do carinho que conforta, do colo que deita minha cabeça, do calor que traz com o beijo,a s palavras que só amantes sussurram."

Te quero

"Te quero e preciso, tornasses um vício, seu corpo suado, ardente e molhado, no meu a roçar.....
Te quero demais, razão dos meus aís, saudade infinita, da pele bonita, loucuras noturnas, me fazem vibrar.....
Te quero em meus sonhos, também em meus banhos, delírios constantes, desejos de amantes, teu jeito safado, de me provocar....
Te quero na noite, na tarde e manhã, teu cheiro aprazível, coisa indescritível, exalas do corpo, odor de maçã......."

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nietzsche

A racionalização histórica leva o homem a "perder-se ou destruir seu instinto fazendo com que ele não ouse soltar o freio do 'animal divino' quando a sua inteligência vacila e o seu caminho passa por desertos. O indivíduo torna-se então timorato e hesitante e perde a confiança em si..." terminando por fazer com que "a extirpação dos instintos pela história transforma os homens em outras tantas sombras e abstrações."

Telefone Mudo - Franco / Tião Carreiro

Eu quero que risque meu nome da sua agenda

Esqueça meu telefone, não me ligue mais

Porque já estou cansado de ser o remédio

Pra curar seu tédio

Quando seus amores não lhe satisfazem

Cansei de ser o seu palhaço

Fazer o que sempre quis

Cansei de curar sua fossa

Quando você não se sentia feliz

Por isso é que decidi

O meu telefone cortar

Você vai discar várias vezes

Telefone mudo não pode chamar.

Meu Eu em Você

Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar
Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu
Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se acolheu
Eu sou o teu segredo mais oculto
Teu desejo mais profundo, o teu querer
Tua fome de prazer sem disfarçar
Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar
Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou o teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor
Eu sou tua saudade reprimida
Sou o teu sangrar ao ver minha partida
Sou o teu peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor
Sou teu ego, tua alma
Sou teu céu, o teu inferno a tua calma
Eu sou teu tudo, sou teu nada
Minha pequena, és minha amada
Eu sou o teu mundo, sou teu poder
Sou tua vida, sou meu eu em você
Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou o teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor
Eu sou tua saudade reprimida
Sou o teu sangrar ao ver minha partida
Sou o teu peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor

Desandou - Djavan

E num abraço
Quis roubar um beijo seu
Mas você deu
Foi algo!
Indescritível
O mais que podia
Me arrebatou
Mas nesse beijoS
ó tinha alegria
Faltava dor
Você foi prum lado
E eu pro outro
Aí desandou!...

Paciência - Lenine

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Vai

Espera aí!
Nem vem com essa história
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
'Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi

Calma aí!
Que diabo você tá dizendo agora?
Que onda é essa de outro lance pra viver?
Você nem pode tá falando sério...
Vivi pra você
Morri pra você

Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
Pois então vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar

Então tá bom!
É, senta e conta logo tudo devagar
Não minta, não me faça, suportar
Você caindo nesse abismo enorme
Tão fora de mim

Tá legal!
É, e eu faço o quê com a nossa vida genial?
'Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui
Na vida que ficou em minha vida
Tão perto de mim
Tão longe de mim

(Pois então) vai!

Conta Outra - Maria Rita

Conta Outra
Nessa eu não caio mais
Já foi-se o tempoEm que eu pensei
Que você era um bom rapaz
(E) Corta essa
De querer me impressionar
Coisa boa é Deus quem dá
Besteira
É a gente que faz...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A Sua

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Alguns detalhes sobre a ampliação da licença Maternidade

Ontem 09/09/2008 o Presidente Lula sancionou a Lei que amplia a Licença Gestante de 4 para 6 meses.Para as empresas do Setor Privado, somente terão esse beneficio, as funcionários de empresas que optam pelo sistema de recolhimento do imposto renda LUCRO REAL, ou seja somente as empresas de grande porte, pois as medias e pequenas empresas, optam pelo sistema LUCRO PRESUMIDO ou SIMPLES NACIONAL.Os funcionários terão direito na totalidade.O inicio está previsto para 2010, porem a parlamentar Patricia Sabóia, (autora da Lei)informa que já tem pronta emenda para que o inicio seja em 2009, e o Presidente da Associação Brasileira de Pediatria, pede a participação ativa da sociedade, para que o beneficio seja para todas as empresas.No finalAbaixo parte do texto do dispositivo legalLula restringe alcance da nova licença-maternidade Com veto, só funcionárias de empresas de grande porte podem ter benefício ampliadoEmpresas tributadas pelo lucro presumido e optantes do Simples não poderão conceder mais dois meses de licença a trabalhadorasNo veto, o Palácio do Planalto eliminou o trecho do projeto que permitiria a empresas que pagam imposto no regime de lucro presumido ou que são optantes do Simples (programa simplificado de recolhimento de impostos) aderir ao programa "Empresa Cidadã".

É UM PUTO OU NÃO É? NÃO NECESSÁRIAMENTE O PRESIDENTE, MAS O JUMENTO QUE TEM ESSE TIPO DE RACIOCÍNIO.

ANO DE ELEIÇÕES.

DETALHES, COMO ESSE TEXTO ACIMA, DEVERIAM SERVIR PARA, PELO MENOS, REFLETIRMOS MELHOR SOBRE NOSSO VOTO.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Idiot

"You can fool some people all the time or all people for some time, but you can not fool all the people all the time."

Radiohead

É você, o tal sonhador Que vai por o mundo no lugar? É o caminho do Diabo , agora E voce não tem por onde fugir Você pode gritar E você pode berrar... É tão tarde agora... PORQUE Você não esteve Prestando atenção...

Eu tento cantar por um tempo Começo bem errado Ezeepeezeeeezeepeeezee NÃO! Tento ataca-los como moscas más E como os hamburgeueres voam Elas voltam NÃO Talvez não

Todos saudam o ladrão Todos saudam o ladrão Mas eu não! Eu não

***

Are you such a dreamer?To put the world to rights?I'll stay home foreverWhere two & two alwaysmakes up fiveI'll lay down the tracksSandbag & hideJanuary has April's showersAnd two & two alwaysmakes up fiveIt's the devil's way nowThere is no way outYou can scream & youcan shoutIt is too late nowBecauseYou have not beenpaying attentionI try to sing alongI get it all wrongEzeepeezeeeezeepeeezeeNOTI swat em like flies butLike flies the burgersKeep coming backNOTMaybe not"All hail to the thief""But I am not!""Don't question my authorityor put me in the dock"Cozimnot!Go & tell the king thatThe sky is falling inWhen it's notMaybe not.

http://br.youtube.com/watch?v=D533n_k11oA

Segunda geração: Ultra-romântica

A segunda geração de poetas românticos brasileiros foi fortemente influenciada pela poesia de Musset e pela de Lord Byron. A influência de Byron foi tanta que essa geração também ficou conhecida como "geração byroniana". Além de manter, com exceção do indianismo, os traços da primeira, essa segunda geração é caracterizada pelo spleen (palavra inglesa que significa "baço". No século XIX era atribuído a esse órgão a capacidade de determinar o estado melancólico das pessoas) e pelo mal-do-século. Isso quer dizer que essa geração estava impregnada de individualismo ou egocentrismo, subjetivismo, negativismo, pessimismo, dúvida, desilusão e tédio constante. Cabe aqui um parêntesis: Grande parte dos poetas dessa geração morreu muito jovem, vítima da tuberculose. Por isso, é comum a associação do termo mal-do-século a essa doença. No entanto, o mal-do-século, que caracterizou a segunda geração de poetas Românticos não foi a tuberculose, mas o tédio, a melancolia e a inadaptação à vida, que levavam os poetas a desejar a morte, pois ela era a única maneira de o indivíduo libertar-se do fardo que era viver.
Uma outra característica que marcou essa geração foi o satanismo ou o culto ao demônio. A imagem do poeta ultra-romântico era igual a do anjo Rebelde(diabo). Ambos, por estarem insatisfeitos e inadaptados ao seu universo, se rebelaram contra as regras que regiam seus mundos e o preço de tal rebeldia foi a condenação às trevas e à solidão. Por isso, é comum na poesia dessa fase, a presença de aves noturnas, cemitérios, caveiras etc.
O tema mais abordado por essa geração é fuga da realidade, manifestado na idealização da mulher, da infância e na exaltação da morte. Esse tema é tratado quase sempre em tom de humor e ironia, como se o poeta estivesse rindo de sua própria desgraça. Os principais destaques dessa geração foram: Alvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire, entre outros.

Almeida Garrett (1799 - 1854)

Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n 'alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo.
És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ser Professor

João Cabral de Melo, Cecília Meireles, Mario Quintana..., através da poesia, unem suas vozes às palavras de nomes expressivos do mundo da Educação, como Paulo Freire, Marilena Chauí, Philippe Perrenoud, Rubem Alves... E, deixando vagar nossas emoções, lembranças, imaginação, nos falam sobre os tecelões do futuro,

1Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos.De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito de um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos.
2E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação.A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(Tecendo a Manhã -João Cabral)
sobre pessoas que marcaram e marcam nossa vidas,
"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos,há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mashá pessoas que simplesmente aparecem em nossa vidae nos marcam para sempre"
(Pensamento - Cecília Meireles),

sobre a mágica presença de estrelas,
"Se as coisas são inatingíveis... ora!Não é motivo para não querê-las...Que tristes os caminhos se não foraA mágica presença das estrelas"
(Das Utopias - Mario Quintana)
sobre mestres inesquecíveis,
"(...) Ele me ensinou quase tudo o que sei: não só o tesouro oculto nas páginas de cada livro fechado, não só a maravilha de cada pequena ou grande descoberta, não só a comunhão com autores e leitores, mas a sabedoria da vida cotidiana."
"(...) Esse é o verdadeiro mestre: o que não castiga mas impele, o que não doutrina mas desperta a curiosidade e a acompanha, o que não impõe mas seduz, o que não quer ser modelo nem exemplo mas companheiro de jornada (...)"
(Lembro-me dele - Lia Luft)

sobre a arte de ensinar e aprender, sobre conquistas, inquietações, recordações.......que nos fazem repensar o nosso papel enquanto professores e o papel do professor na vida de cada um. E, pensar sobre os nossos 10 Motivos para Ser Professor.

Fonte: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/mor_l.php?t=02